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Hoje fomos ao encontro do César “Chester” Galão um dos casters mais reconhecidos em Portugal pelo trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos no CS:GO Português e não só.

Tens percorrido um longo trajecto desde que o teu primeiro jogo como caster até aos dias da ribalta de hoje. Sentes-te sortudo por teres chegado ao nível de exposição que detens hoje em dia ou apenas estás a colher o que semeaste?

– Antes de mais, agradecer esta entrevista e felicitar a organização pela iniciativa e aposta no gaming Nacional. Quanto a pergunta sim, sem dúvida que me sinto um sortudo por hoje estar no patamar que estou, mas para isto ter acontecido em muito se deve ao trabalho que fiz e faço, às horas que dedico a algo que não é de longe a minha fonte de rendimento e subsistência, abdicar de estar com os amigos, sair, fins-de-semana em família, etc.
Claro que tenho de referir também o apoio que sempre tive da comunidade Brasileira a quem tenho de deixar um ENORME OBRIGADO, ao Bernardo “BIDA” Moura por toda a ajuda que me deu e pelo quanto me ajudou a crescer e a entender melhor o jogo e as suas vicissitudes, ao Helder “Hldr” Lopes por na altura me ter dado a oportunidade de começar a aparecer em Portugal, agradecer ao KKM e ás empresas e organizadores de eventos que acreditam no meu trabalho e potencial, hoje em dia sem a GamersMedia, a RTP Arena e a E2Tech seria impossível para mim continuar a fazer este trabalho. Obrigado também a eles!

 

 

Ainda te lembras de como foi o teu primeiro casting?

– Perfeitamente, foi péssimo, cheio de vergonha e muito “mal enjorcado”, foi para a Xfunction, num qualificador de um dos seus torneios e para a PML (Portugal Masters League), estava extremamente nervoso e foi tão mau que ainda hoje tenho a VOD para perceber o quão mau cheguei a ser e o que ainda hoje tenho para evoluir…

Ao longo dos anos tens assistido a um evoluir progressivo, mas lento, da scene dos esports em Portugal. Apesar desta progressão ainda a ganhar lanço,assistimos a vários representantes a dar cartas no estrangeiro, nos mais variados jogos. Sentes que ao nível de casting e analistas existe uma evolução parecida ou este salto ainda está para vir?

– A nível de cast o salto ainda está para vir, apesar do apoio e valorização da carreira que tem vindo a ser dado com o aparecimento de melhores e maiores torneios, em termos qualitativos ainda temos muito que trabalhar para que esse “salto” seja real e cabe-nos a nós casters e analistas continuarmos a trabalhar e a mostrar que somos bons no que fazemos e que ainda podemos fazer mais e melhor
quanto ao salto para o panorama internacional, vejo para já algo complicado, ainda assim há pessoal com capacidade para o fazer com certeza!

 

 

A algum ponto treinaste a forma como davas ‘cast’ a ver VODS ou jogos no sofá de tua casa? Este treino exaustivo é algo que se pratica no ramo do “casting”?

– Ainda hoje treino a forma como o faço, o que digo, como digo e os timings, as repetições e muletas utilizadas e graças a Deus tenho também amigos e seguidores que depois dos casts vem ter comigo e corrigir-me e eu agradeço muito por isso, por exemplo em Portugal a falta de formação nesta área é gritante e de mais sobejamente identificada, no meu caso e só em mim posso falar, o meu estilo de cast vem do estilo “rádio” porque durante alguns anos colaborei com algumas rádios escolares e regionais, mesmo quando era mais puto ouvia muitos relatos de hóquei em patins, pois devido aos problemas visuais que tenho tive de passar muitas horas deitado sem me poder mexer e a minha melhor companhia era a rádio.

O que esperas da scene competitiva este ano, com a introdução de novos sponsors e competições cada vez mais aliciantes, quer em termos de prize-pools, mas de equipas também?

– Sinceramente eu espero uma afirmação de todos os agentes envolvidos para que de uma vez por todas se consolide a vertente de esports em Portugal, para que se torne mais que um passatempo e venha mesmo a ser encarada como um desporto, quer por jogadores, organizações e agentes envolvidos, temos de ser mais profissionais!

 

 

Perguntas rápidas mas justifica o porquê da resposta:

Equipa revelação?

OFFSET, sem dúvida. O Zlynx mostra ser um líder de homens e forma um quinteto surpreendente numa leitura perspicaz da sua parte, pega em Stadodo e RIZZ dois jogadores em crescendo, junta-lhes o próprio e JUST e ainda mistura a irreverência de PR, genial!

Equipa mais sólida de momento?

Arrisco e respondo Giants que com a entrada de Alex mostra uma consistência e uma nova capacidade reactiva.

Equipa que está na mó de baixo?

A FTW sem poder de resposta, melhora um pouco na ultima jornada ainda assim, fica à quem das expectativas quanto a mim.

 

Diogo “Safari Man” Baía

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