Após uma paragem curta no CS:GO competitivo Portugês, fomos ao encontro de Diogo “SYON” Oliveira para percebermos o que está achar do seu regresso.

 

Com um dos ‘nicks’ mais reconhecidos na scene portuguesa, lideras uma equipa com caras conhecidas e outras nem tanto, sendo que retornas de uma curta paragem na scene competitiva, quase como um “bluff”, pelo tempo que este demorou. O que te levou a abandonares a competição quando detinhas um extenso currículo e bom nome em Portugal? Foi algo pessoal ou foi a scene e o estado da mesma que te fez abandonar as prospecções profissionais no CS:GO?

R: Boas! Sinceramente foi uma mistura de ambos, no passado quando era bem mais novo já tinha treinado MMA e sempre foi uma paixão minha, e quando tive um convite para entrar numa das melhores academias de MMA nacionais não hesitei devido também ao estado em que a scene se encontrava. É preciso mais e melhor, trabalhar-mos todos para o mesmo sem olharmos para o nosso bolso. Os Esports é como tudo na vida, para ganharmos algo temos que investir, seja dinheiro, tempo ou outra coisa qualquer. Em Portugal estamos muito atrasados ainda, embora nos encontremos em constante evolução mas esta é bastante lenta ainda.

Porque não ir para o estrangeiro aquando da saída dos K1CK? Sempre tiveste esse desejo de dar um salto na tua carreira e conseguires crescer ainda mais ou gostas de pensar mais dia-a-dia e não tanto a olhar para o futuro?

R: Sempre tive esse desejo mas nunca tive uma proposta a “sério”, tive algumas conversas com orgs e equipas em Espanha que também queriam que eu joga-se lá mas nunca foi passado para a prática. Sempre tive a ambição de chegar o mais longe possível.

 

 

Pode-se afirmar que és uma das figuras principais desta equipa que foi criada com o objectivo de se qualificar para a MPL, mas foi com esse intuito que saíste da reforma ou foi para passar bom tempo com caras conhecidas para ti, como ‘vts’? Este facto ajuda a mitigar alguma pressão que exista para deteres uma performance acima da média ou tal não existe?

R: Eu como a maioria das pessoas já sabe tive um acidente de carro em que tive de fazer alguns exames como Ressonâncias Magnéticas, Eletromiografias e afins, estive com o ombro com hematoma e com o tendão “frágil” e entretanto parei 1 mês de treinar MMA. Entretanto a mix dos dotdoot convidaram-me para jogar o qualificador da MLP 2 dias antes do mesmo, eu sabia que ia estar parado e embora estar “lesionado”, jogar cs não me iria prejudicar, embora sentia o braço a cansar-me mais rápido de estar na mesma posição. E claro que também é bom voltar a jogar ao lado dos amigos mesmo sendo por pouco tempo. Em termos de pressão isso para mim não existe, pressão é algo que criamos na nossa cabeça, “um fantasma”, porque quando sabes o teu valor , quando sabes que tens qualidade , só tens é que mostrar e não é por correr mal uma ou duas vezes que és mau jogador, dias maus todos temos, agora em relação à performance exigida eu tenho tentado jogar o melhor possível , foram 2 meses sem tocar no CS e voltar assim do nada é complicado mas tem a sua graça.

O que levou-vos a optar representar a ASP, quando certamente receberam muitas propostas de outras organizações?

R: Eu não conhecia muito bem a organização dos ASP para ser sincero, e como tudo na vida é sempre difícil “acreditar” ou “alinhar” em algo que desconhecemos, mas falamos com algumas pessoas e falaram bem do nosso CEO e da organização em si e sinceramente quem me conhece sabe que digo o que tenho a dizer e de momento só tenho que agradecer aos ASP e ao Fon pelo que tem feito por nós, sem dúvida alguma é uma excelente pessoa e apesar de ser novo tenho a certeza que vai ser uma mais valia para os Esports.

 

 

Com três empates e uma vitória na MLP até ao momento, somas um KDA bastante bom, e a equipa tem-se mostrado sólida, quer contra a outra equipa recém adquirida (FTW), quer com a Team HD. Como perspectivas jogos contra adversários com reputação e conforto económico maior, sendo que ainda há muitos dias de treino a separar-vos desses jogos? Que papel sentes que te assenta bem nestes jogos difíceis?

R: Nós somos uma “mix” basicamente, ainda faltam jogos contra os Giants, OFFSET e os Panthers que estão a jogar bastante bem. Vamos jogar sempre para ganhar independentemente do adversário , estamos a competir e temos que ambicionar em grande. Eu deixei de ser awp , para quem não sabe, eu sempre gostei de jogar mais de Riffle, mas na altura dos GrowUP que ninguém era AWP de raiz fiz eu esse trabalho. Neste momento estou a gostar da minha role que é mais de desbloquear rondas ou fazer a diferença o que vai de encontro ao meu ADN de jogador agressivo.

Até onde vês esta equipa a crescer?

R: Como disse, somos uma mix, o amanhã é incerto, neste momento é desfrutar do jogo, evoluir e ambicionar, depois logo se vê.

Se afirmar que a entrada de uma marca como a Mercedes na scene Portuguesa é um dos acontecimentos mais marcantes na história do CS provavelmente irás concordar. Porém, o que achas que o patrocínio de uma marca como estas irá afectar o crescimento das equipas e jogadores em Portugal? E qual para ti será o próximo grande passo a dar no CS portugues?

R: Estamos a falar duma das maiores empresas de automóveis do mundo, como é óbvio é sempre bom termos uma marca como essa a patrocionar o CS português, por um lado vejo a puxarem os cordelinhos em termos de prize money, agora resta aos jogadores e organizações tomarem partido de serem sérios e profissionais. Para mim o próximo passo é profissionalizar o desporto em si, e mostrar às marcas que devem investir também cá em Portugal.

 

Diogo “Safari Man” Baía

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